Traição no futebol

Os da terceira idade devem se lembrar quanto o futebol mexia com a vida de todo brasileiro. Das mesinhas de bar, passando pelo ambiente de trabalho e chegando no convivio familiar, o assunto futebol era obrigatório.

Nos dias de clássico era comum se ver torcedores empunhando bandeiras e outros adereços, vestindo a camisa do clube e deixando as cidades do interior para curtirem as emoções de um bom clássico na Capital.

Tudo isso virou coisa do passado. Talvez porque o futebol deixou de ser esporte para se tornar um mega negócio, onde o que interessa é negociar jogador e faturar uma grana milionária.

Enquanto o torcedor é iludido, todo mundo fatura com o futebol, da mídia ao pipoqueiro de porta de estádio. Todos são profissionais menos o torcedor. Esse paga caro para ver o jogo no estádio e corre riscos de vida. Discute, perde amigos, colégas de trabalho e arruma encrenca até  em casa. Esse é o torcedor.

Mas, o torcedor está perdendo aquela paixão que nutria pelo futebol. Anda arredio e pouco fala de futebol. Experimente prestar atenção e perceberá que já não se fala mais em futebol como antigamente. No ambiente de trabalho esse tema anda escasso.

De janeiro de 2016 para cá, o Palmeiras foi o único dos 12 considerados grandes do futebol brasileiro a ter registrado seu pior público, com marca superior aos presentes na Arena Corinthians na última quarta-feira, que passou um pouco de 11 mil. Todos os outros 11 não chegaram sequer a 7 mil pessoas em seus jogos menos prestigiados.

No Rio de Janeiro, o Flamengo teve como pior público desde o início da última temporada 2.705 pessoas, contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca 2016. No mesmo torneio, o Vasco contou com apenas 1.532 torcedores contra o Friburguense; e o Botafogo, 908, contra o Volta Redonda.

E os clubes parecem não estar se importando com isso. O negócio é fechar milionários contratos com patrocinadores de camisa, garantir bom faturamento com os direitos de Tv e quem sabe…negociar um ou mais atletas com os clubes do exterior. A China está com a grana !

Vende-se jogador de todo tipo. De craque a perna de pau. O que interessa é faturar, encher os bolsos de empresários, atletas e os cofres dos clubes. E será que dirigente não entra nessa conta ? E até os comentaristas esportivos que enchem a bola de jogadores que não passam de arriscadas promessas….

O que era esporte, virou um negócio mais que milionário. Tem gente que inventa um clube, monta um time meia boca e se aventura pelos campos de futebol, na esperança de quem sabe descobrir um Gabriel Jesus e fazer a festa…

Como esporte, o futebol foi traido.

 

 

 

 

 

 

Após morte de torcedor, as partidas entre os 4 maiores clubes de futebol do Rio de Janeiro vão ter torcida única. A decisão, por meio de liminar, é do juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos.

 

O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado para que as disputas consideradas como clássicos passem a ser realizadas com torcida apenas do time com o mando do jogo.

 

Segundo o promotor de justiça Rodrigo Terra, a experiência semelhante de São Paulo diminuiu em 75% os confrontos entre torcidas organizadas nos estádios.