Por economia, projeto propõe o brasão como única logomarca oficial de Ubatuba

Cada administração hoje cria sua própria identidade visual gerando gastos

O Projeto de Lei nº 97/21, de autoria do vereador Eugênio Zwibelberg – PSL, instituindo o Brasão de Armas do Município de Ubatuba” como a única logomarca oficial da cidade foi aprovado por unanimidade na sessão do dia 5 de outubro, a 29ª do ano. Uma logomarca é a representação gráfica ou símbolo que dá identidade visual a uma empresa ou administração.

A  logomarca oficial se aplicará nos Próprios Municipais, móveis e imóveis, nas ruas em geral,  em placas de publicidade ou de identificação de obras públicas, uniformes, documentos e publicações de atos oficiais. A proposta mantém a identificação da cidade como “capital do surfe”.

Na justificativa o autor do projeto diz que o principal objetivo da sua proposta é a Economia. “A manutenção desta única “marca” institucional sem caráter político ideológico, trará economicidade aos cofres públicos Municipais, pois a cada mudança de governo, um novo logo é criado e todo o trabalho desenvolvido em termos de publicidade pelo anterior, é basicamente jogado no lixo e a nova administração volta a gastar uma fortuna na criação de novo design”, argumenta Zwibelberg.

“Nossa intenção, prossegue o autor da proposta, é valorizar o dinheiro do contribuinte e criar uma identidade visual com viés histórico-cultural, integrando a rica história de Ubatuba, sabiamente ilustrada e identificada em nosso Brasão de Armas, valorizando o símbolo histórico da Municipalidade, cuja expressão histórico-cultural remete aos primórdios do Brasil Colônia, em especial à Confederação dos Tamoios”.

O vereador Junior Jr (Podemos) lembrou que “também os uniformes dos funcionários tem desenhos diversos a cada administração. Prefeita fala muito na economicidade e não tenho dúvida que ela vai aprovar essa lei. São gastos grandes com adesivos. Mas o logo deve conter o texto lembrando que somos a “Capital do Surfe”, sendo que Zwibelberg reforça que o título permanece pois já é lei e sugere que se acrescente também o título de “Capital da Mata Atlântica”.

Também os vereadores Vantuil Ita e Jorge Ribeiro parabenizam pela proposta, insistindo que a identidade do Município não pode ser politica.