PM Ambiental fecha rinha de galo em Ilhabela e autua infratores em R$85.500,00

Uma equipe da Polícia Militar Ambiental recebeu quarta-feira, (22), uma denúncia de rinha de galo em andamento, no bairro Água Branca, município de Ilhabela.

Na residência informada, os militares visualizaram gaiolas contendo aves silvestres e galos acondicionados em viveiros. Realizando incursão em uma pequena trilha, os policiais conseguiram acessar os fundos da casa, flagrando o exato momento em que dois homens colocaram dois galos no chão para iniciar o combate corporal, caracterizando a rinha de galo. Um terceiro infrator permaneceu na condição de expectador em posse de outro galo.

Após intervenção no crime, os militares constataram mais sete galos acondicionados em compartimentos de madeira, com espaço inadequado, desprovido das condições básicas, causando-lhes sofrimento.

Em vistoria no local, diversos petrechos utilizados na rinha foram localizados, entre rebolo (ringue), esporas, protetores de bico e de espora, remédios e pote contendo estimulante energético.
Além dos galos, nove aves silvestres (coleirinho), foram apreendidas. Elas não possuíam anilhas e apresentavam sinais de captura recente, estando em estado bravio e agitadas.

A veterinária do CRAS-ILHABELA (Centro de Referência de Assistência Social), compareceu na ocorrência elaborando laudo de maus-tratos, devido às condições dos galos.

Os infratores foram conduzidos ao Distrito Policial, onde foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos e por ter aves silvestres em cativeiro sem autorização do órgão competente.

Na esfera administrativa, a Polícia Militar Ambiental elaborou os Autos de Infração Ambiental para os três autores, com valor total de multa em R$85.500,00 reais.
Os pássaros silvestres, por estarem com boas condições de saúde e apresentarem instintos selvagem, foram soltos em seu habitat natural e os galos permaneceram apreendidos na base do policiamento ambiental, aguardando local apropriado para destinação.

Vale lembrar que as rinhas de galos foram proibidas no Brasil, com a publicação do Decreto Federal que entendeu a prática como causadora de maus-tratos aos animais envolvidos.

Denúncias podem ser feitas através dos telefones 190 e (12) 3886-2200 da Polícia Militar Ambiental de Caraguatatuba.

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Fonte: Assessoria de Imprensa / Polícia Ambiental do Litoral Norte