Estado de SP tem Semana de Mobilização contra o Aedes aegypti

Estado de SP tem Semana de Mobilização contra o Aedes aegypti
Atividades ocorrem até sábado (7) e engajam participantes no controle da proliferação do mosquito transmissor de doenças

Os municípios de São Paulo contam, até o próximo sábado (7), com as atividades da Semana Estadual de Mobilização contra o Aedes aegypti. A ação busca engajar a sociedade civil, municípios e organizações públicas e privadas em atividades focadas em controlar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

As iniciativas coletivas incluem arrastões, limpezas e eliminação de criadouros, além de distribuição de materiais informativos para a população. Nesse período, a Secretaria da Saúde do Estado pede a colaboração de todos.

A pasta lista as principais dicas de prevenção: deixar a caixa d’água bem fechada e realizar a limpeza regularmente; retirar dos quintais objetos que acumulam água; cuidar do lixo, mantendo materiais para reciclagem em saco fechado e em local coberto; eliminar pratos de vaso de planta ou usar um pratinho que seja bem ajustado ao vaso; descartar pneus usados em postos de coleta da Prefeitura.

Orientações

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) também veiculará mensagens de orientação nos letreiros das rodovias. “Estamos trabalhando de forma articulada, em parceria com outras secretarias e órgãos do Governo do Estado, e com os gestores municipais, para combater o Aedes e as doenças que ele transmite, bem como garantir a devida assistência aos pacientes com casos suspeitos de dengue e demais arboviroses”, destaca o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

“Contamos com o imprescindível apoio da população, no sentido de contribuir para a eliminação de possíveis criadouros do mosquito, uma vez que 80% dos focos são localizados dentro das residências”, completa o secretário.

A Semana Estadual sucede a “força-tarefa” das Secretarias de Estado da Saúde e de Educação, realizada entre 25 e 30 de novembro, com a participação de escolas públicas e privadas focadas no ambiente escolar para eliminar potenciais criadouros do inseto, mantendo o espaço “em ordem” para o período de férias. A ideia é evitar que as águas da chuva fiquem acumuladas durante o recesso.

Criadouros

Um balanço inédito realizado pela Secretaria da Saúde, por meio do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), aponta a média de 2,5 criadouros do mosquito são encontrados em cada residência do Estado.

A pesquisa classificou os tipos de recipientes em: depósitos elevados (sótãos​/forros); depósitos não elevados (​ao nível do solo); móveis (vasos de plantas, garrafa pet, potes plásticos); fixos (calhas, lajes, piscinas); pneus; passíveis de remoção (toldos, entulhos, sucatas) e os naturais (plantas, ocos de árvore, bambu por exemplo).

A maior prevalência de larvas do Aedes é em recipientes móveis, chegando a 1,3 criadouros por casa positiva. O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado ​pelos municípios e divulgado pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) entre os meses de outubro e novembro, indica que, dos ​624 municípios que participaram do balanço, 482 apresentam situação satisfatória, 134 estão em alerta e oito cidades (Barra do Turvo, Bento de Abreu, Iguape, Jacupiranga, Pedrinhas Paulista, Restinga, São Vicente e Tuiuti) estão em situação de risco quanto à proliferação do mosquito.

A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é calculada com base no Índice de Infestação Predial (IIP). Esse indicador entomológico é calculado pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles com até 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.

“Dengue é uma doença que começará de maneira mais intensa no verão, que só ocorre porque existe a proliferação do mosquito, dentro de nossas casas, na maior parte das vezes. É necessário que sejamos conscientes da possibilidade de ocorrer dengue se nós mantivermos esses focos”, alerta o superintendente da Sucen, Marcos Boulos.

Conforme diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), o trabalho de campo para enfrentamento ao mosquito é responsabilidade dos municípios. O Governo do Estado dá suporte no diagnóstico (por meio do Instituto Adolfo Lutz) e em ações de treinamento e monitoramento.

Com informações do Portal do Governo do Estado SP