Combate à violência contra criança e adolescente é tema de seminário em Ubatuba

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e o Conselho Tutelar de Ubatuba realizam na próxima quinta-feira, dia 16, na Escola Presidente Tancredo de Almeida Neves, um seminário para discutir ações integradas de prevenção e combate à violência contra criança e adolescente, com o objetivo de construir um protocolo de ações na alta temporada.

O secretário de Assistência Social, Márcio Candido, destacou que o evento vai reunir todos os segmentos que atuam junto à criança e o adolescente. “A iniciativa visa preparar uma ação especifica para a temporada pois, nesse período, as crianças e os adolescentes ficam mais expostos à exploração, violência e até ao abandono”. Segundo o secretário, como os pais ou responsáveis precisam sair para trabalhar nos finais de semana e, às vezes, no período noturno, acabam favorecendo, de forma involuntária, situações de abandono que podem deixar em situação vulnerável as crianças e jovens.

“Normalmente, em todos os municípios, mas principalmente, cidades litorâneas, há um aumento da violência na temporada, pois tem muita gente de fora, trabalho infantil, uma serie de agravantes. Não existe uma estratégia integrada no sentido dos atendimentos a essas crianças e adolescentes e as suas respectivas famílias. E quando a gente fala das crianças e dos adolescentes nós sempre estamos relacionando-os às famílias” ressaltou o secretário.

Ele lembrou que o objetivo desse encontro é reunir todos os segmentos que dialogam com o tema relacionados aos equipamentos de Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), setor de Turismo, entre outros.

Cândido frisou, ainda, que não há um protocolo nesse sentido. “Então, a ideia é fazer essa discussão e a divisão da responsabilidade para garantir a proteção à criança e ao adolescente, pois o estatuto é muito claro: é dever da família, da sociedade e do estado zelar pelo cumprimento dos direitos. Portanto, não é só responsabilidade da família nesse momento. Na falta da família a sociedade e o estado têm responsabilidade”.