Brasileiros entram de vez na disputa pelo título do Mundial de Snipe

2019 Snipe Worlds
© Matias Capizzano / SCIRA
2019 Snipe Worlds
© Matias Capizzano / SCIRA

Dia clássico de regatas em Ilhabela (SP) marca competição internacional. Brasileiros Henrique Haddad e Gustavo Nascimento assumem a liderança

Como dizem os especialistas em vela, o Mundial de Snipe 2019 começou agora! A competição internacional, que reúne 11 países na Escola de Vela Lars Grael, em Ilhabela (SP), já passou da metade e os candidatos ao título já começam a surgir.

Nesta quinta-feira (10), o vento enfim deu as caras – batendo em rajadas de até 20 nós – e três regatas foram realizadas na Ponta das Canas, ao norte da ilha. Os brasileiros aproveitaram as condições clássicas da região e venceram todas.

A primeira prova do dia foi vencida por Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling, atuais campeões nacionais. Mas depois só deu a dupla Henrique Haddad e Gustavo Nascimento, com duas vitórias em três regatas! Os velejadores do Iate Clube de Rio de Janeiro assumiram a liderança da classificação geral com 27 pontos.

”Ainda faltam quatro regatas e tem muito campeonato pela frente, mas estamos confiantes, velejando super bem e entrosados a cada prova. Com mais vento fica bom pra gente”, disse Henrique Haddad.

Líderes do início das regatas de quinta-feira, os argentinos Luís Soubie e Diego Lipszyc caíram para terceiro lugar com 49 pontos com resultados ruins. Os brasileiros Juninho de Jesus e Gabriel Borges estão em segundo lugar na tabela com 46 pontos.

Os números devem mudar a partir de sexta-feira (11) com a entrada do primeiro descarte do pior resultado. O campeonato em Ilhabela (SP) pode ter no máximo nove regatas e dois descartes. A comissão deve fazer mais três provas amanhã.

As regatas

A organização do Mundial de Snipe 2019 teve a missão de aproveitar as condições de quinta-feira (10), que foram totalmente diferentes dos dias anteriores que tiveram pouco vento. O cronograma estava atrasado e por isso, logo às 11h, os barcos já estavam prontos para a largada na Ponta das Canas. As rajadas aumentaram constantemente, começando em 8 nós e terminando em quase 20 no fim da tarde.

Na primeira regata do dia, os brasileiros entraram para reverter a desvantagem no campeonato, que tinha os argentinos Luís Soubie e Diego Lipszyc na ponta. Mas nada como um dia após o outro. A flotilha verde-e-amarela mostrou conhecimento da raia e fez um mini-campeonato nacional, com alguns ‘intrusos’ estrangeiros no meio.

Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling, considerados um dos favoritos ao título, dominaram a prova número três do campeonato. Com mais vento, tudo mudou, como explicou Alexandre Paradeda. ”Nossa dupla está mais pesada, o que é ruim para o vento mais fraco”.

”Conseguimos largar bem ao contrário das outras regatas. O barco estava rápido e dali a gente não saiu mais. Agora tem mais campeonato e vamos estar no final brigando”, completou Gabriel Kieling.

Nas regatas seguintes, Henrique Haddad e Gustavo Nascimento sobraram. Na prova de número quatro, a segunda do dia, os velejadores ganharam após ultrapassar, na última boia, Juninho de Jesus e Gabriel Borges.

Na prova seguinte, com ventos fortes e muito mar, a comissão fez um percurso em forma de triangulo. Mais uma vez deu Henrique Haddad e Gustavo Nascimento, ainda com mais vantagem para o resto da flotilha.

”A gente é bem rápido com mais vento. A primeira não largamos bem e nas outras conseguimos andar bem desde o início e saímos com a vitórias”, completou Henrique Haddad.

Os brasileiro Juninho de Jesus e Gabriel Borges também tiveram um bom desempenho nesta quinta-feira, tirando um oitavo, um segundo e um sétimo lugares. Agora estão em segundo na tabela aguardando a entrada do descarte.

”Hoje fizemos um dia bom e colamos no pessoal da frente. Queremos chegar no último dia pra ganhar o campeonato. Nossa tripulação se dá melhor no vento forte e constante, diferente do fraco e rondado dos dias anteriores. O conhecimento da região também fez a diferença”, explicou Juninho de Jesus, que é de Ilhabela.