Academia Pélvica da Secretaria de Saúde de Ubatuba cuida de pacientes portadores de incontinência urinária

O dia 14 de março marcou o Dia Mundial da Incontinência Urinária, que afeta cerca de 10 milhões de brasileiros e leva, em muitos casos, ao isolamento social e à depressão. Quebrar o tabu, conscientizar a população sobre o problema e oferecer tratamento são alguns dos objetivos dos grupos de “Academia Pélvica”, conduzidos pelo Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) da secretaria de Saúde de Ubatuba.
A incontinência urinária mais comum é aquela por esforço – quando o paciente ao tossir, espirrar, carregar peso ou realizar outras atividades observa que a urina escapa. “É um problema mais frequente em mulheres e em idosos. Em homem, é mais comum após cirurgias, em geral, a de próstata. Já nas mulheres é mais comum por conta de alterações hormonais e das gestações”, destaca Camila Della Via, fisioterapeuta do NASF-AB.
Ela acrescenta que a incontinência urinária não é normal mas as pessoas têm muita vergonha de procurar o posto e, às vezes, quando passam em consulta com a enfermeira, não relatam o problema. “Buscamos incentivar o tratamento, que pode ser medicamentoso, cirúrgico ou com fisioterapia, que já melhora muito, conforme os próprios pacientes contam”, informa.
O grupo “Academia Pélvica” já foi realizado em diferentes unidades de saúde do município, como Lagoinha e Sumaré. Na Estufa 1, foi realizada palestra de orientação no início de março. Já no posto de saúde do Jardim Carolina, há um grupo que iniciou em fevereiro e acontecerá todas as segundas-feiras, às 8 horas, até o final de abril.
Em unidades onde já há um grupo ativo, como a do Jardim Carolina, basta comparecer no horário do atendimento. O paciente novo passa pela avaliação e pode ingressar no grupo no mesmo momento. Em outras unidades, é preciso comparecer levando o cartão do SUS, passar pela avaliação para receber orientações e aguardar a formação de um grupo com um número mínimo de pessoas. Já há grupos de Academia Pélvica previstos para iniciar no ESF do Araribá, com avaliação no dia 20 de março, e no ESF Saco da Ribeira, no dia 22 de abril.
“Se fizer exercício e seguir orientações, há uma melhora muito boa. Temos casos como o de um senhor que não saía mais de casa porque tinha que fazer uso da fralda. Após a participação no grupo de Academia Pélvica, ele já tem autonomia para sair novamente, realizar atividades e retornar para casa sem a necessidade de fralda. É Importante falar do assunto para quebrar o tabu e as pessoas procurarem ajuda e tratamento”, finaliza.
Além de Della Via, responsável do grupo na região Central, integram a equipe do NASF-AB os fisioterapeutas Kelly Borges, da região Sul, e Gustavo Futura, da região Norte. O contato com o núcleo também pode ser feito pelo email: nasfubatuba@gmail.com